Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem pensa em fazer cirurgia no nariz:
“Plano de saúde cobre rinoplastia?”
A resposta depende do motivo da cirurgia. Quem define o que os planos são obrigados a cobrir é a ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, e a regra vale para a Unimed e para os demais convênios.
O que diz a ANS
A ANS mantém o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a lista de cobertura mínima obrigatória dos planos regulamentados. Nele estão procedimentos funcionais do nariz, como:
- septoplastia, para corrigir o desvio de septo;
- cirurgia dos cornetos nasais;
- tratamento de fraturas do nariz.
Para que esses procedimentos sejam cobertos, é preciso indicação médica e respeitar as regras do contrato, como carências e o tipo de plano, que precisa ter cobertura hospitalar.
Cirurgias com finalidade apenas estética não fazem parte da cobertura obrigatória.
Quando o plano pode ajudar?
Os casos mais comuns envolvem:
- desvio de septo;
- obstrução nasal;
- dificuldade para respirar;
- hipertrofia dos cornetos;
- sequelas de trauma;
- alterações estruturais do nariz.
Rinoplastia estética não tem cobertura obrigatória
Quando o objetivo é apenas:
- afinar o nariz;
- diminuir a ponta;
- mudar o perfil;
- ou alterar a aparência;
o procedimento é particular, em qualquer plano.
Quais planos podem participar?
Por seguirem o rol da ANS, diversas operadoras podem cobrir procedimentos funcionais do nariz, conforme o contrato e a indicação médica, como:
- Unimed
- Bradesco Saúde
- SulAmérica
- Amil
- NotreDame Intermédica
Se o seu plano é Unimed Curitiba, veja o passo a passo da autorização pela Unimed Curitiba.
E se eu quiser estética e função na mesma cirurgia?
É possível. A parte funcional pode ser autorizada pelo plano e a parte estética é particular. Entenda essa divisão em Rinoplastia com Unimed: o que o convênio paga e o que é particular.
Como saber se o seu caso pode ter cobertura?
O primeiro passo é a avaliação médica. Na consulta, são analisados:
- sintomas respiratórios;
- anatomia nasal;
- exames;
- alterações funcionais;
- e necessidade cirúrgica.
Somente após essa avaliação é possível saber se existe indicação funcional e quais procedimentos podem ser solicitados ao plano.